quinta-feira, 6 de novembro de 2008

INTIMIDADE: PRÓS E CONTRAS

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor mingüa, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.
Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.
O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. Sedução x segurança: que vença o melhor.
Martha medeiros

Nas palavras de Gadotti:

Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro.
Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente.
Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (1994, p.579)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

" A culpa é do Fidel"




Neste fim de semana assisti o filme "A culpa é do Fidel" e estou recomendando-o aos visitantes do meu portfólio.

O filme fala sobre os efeitos das práticas políticas-ideológicas na organização da cultura familiar, tratando especialmente do universo infantil e seu específico modo de apreensão/construção da realidade.
O que mais impressiona no filme é a explícita proposta de mostrar as passagens que cravam inexoravelmente a vida de Anna, uma menina de 9 anos que se depara com um mundo adulto conturbado e até confuso - tantas são as mensagens contraditórias, opostas, excludentes entre si. Os afiados diálogos que perpassam todas as cenas visam dar conta das conturbações próprias da existência de menina sem esquecer do meio onde elas ocorrem e se constroem (escola/família), sem negar os atravessamentos que a história pessoal recebe positivamente da história cultural-política.

domingo, 12 de outubro de 2008

A Função da Escola

Ao longo da história, a escola tem exercido uma função social básica de transmissão de saber sistematizado. As formas de transmissão variam de sociedade para sociedade e ao longo do tempo em cada uma delas. No Brasil de hoje, assim como em muitos outros países democráticos, a função da escola básica de transmitir o saber sistematizado não é um fim em si mesmo, mais um "meio para atingir a finalidade de desenvolver o educando de maneira plena, de preparar-lhe para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores" (LDB, art. 22). Está claro, todavia, que tais finalidades não se alcançam sem o trabalho com o saber sistematizado, expresso na organização do currículo de cada escola. A formação básica do educando se faz a partir dos conteúdos estudados e compreendidos. Ou seja: na escola básica, como em qualquer outro nível de ensino, forma (formação) e conteúdo vão juntos.

domingo, 28 de setembro de 2008

O ensino público é mesmo gratuíto?


A maioria das pessoas acredita que as escolas públicas são escolas gratuitas, isto é, o poder público oferta à comunidade como dever e esta mesma comunidade se serve graciosamente do serviço público. Não é verdade. As escolas públicas são escolas pagas, mas não são privadas, isto é, não visam auferir lucro, mas atender uma demanda social. E quem paga as escolas públicas? O próprio público, isto é, o povo, através dos impostos. O Estado criou o imposto como meio pecuniário do povo prover a escola pública do necessário ao seu sustento, isto é, sua manutenção e desenvolvimento.

Na medida que vemos as escolas públicas como escolas pagas, que dependem de meios pecuniários para enfrentar seus gastos com a manutenção e desenvolvimento do ensino, estamos enxergando, doutra sorte, o mecanismo do sistema capitalista, que envolve não apenas as industrias, as empresas, mas o próprio Estado.
Numa palavra: o Estado reproduz toda a engrenagem do sistema capitalista, do contrário,
não tem como prestar serviço à sociedade.

sábado, 13 de setembro de 2008

Para refletir...

MOBILIZEM-SE, porque os ratos ocuparam os porões da democracia brasileira e estão roendo seus alicerces...

MOBILIZEM-SE, porque os impostos pagos pelos miseráveis estão servindo para bancar a ostentação, a ganância, o desmando e o descaso com os direitos universais do homem...

MOBILIZEM-SE, porque tem gente comendo resto de lixo nos infindáveis bolsões de miséria deste país...

MOBILIZEM-SE, porque tem crianças estudando em escolas de lonas no meio do mato, sentados em troncos de árvores e crianças confundidas com lixo sob as marquises das grandes metrópoles...

MOBILIZEM-SE, porque tem gente morrendo no chão de corredores dos hospitais de um sistema de saúde podre e falido...

MOBILIZEM-SE, porque bandidos de gravata querem se perpetuar no poder a qualquer custo, através de manobras espúrias...

MOBILIZEM-SE, porque não se pode mais conceber a idéia de que, enquanto alguns desfrutam de uma renda de milhões por meio da cultura da corrupção deslavada, as necessidades de uma multidão não são atendidas...

MOBILIZEM-SE, porque estão tentando roubar nossa dignidade e decretaram a falência das instituições...

MOBILIZEM-SE, porque NÓS SOMOS A FORÇA MOVENTE DESTE BRASIL!

A C O R D E M!

sábado, 6 de setembro de 2008

DESABAFO!

Mesmo que planejemos nossas ações em uma tabela onde 20 horas semanais são destinadas ao curso, com o objetivo de elaborar um trabalho de qualidade e cumprir os prazos, tudo fica invalidado mediante a um problema pessoal ou de saúde que nos tira de ação. Ou diante de uma atividade que por ser de difícil compreensão, nos toma muito mais tempo que o planejado, pois é preciso ler, reler, fazer novas pesquisas, novas leituras sobre o assunto para tentar compreendê-lo, uma vez que não há tempo hábil para esperar uma resposta tira-dúvidas, via e-mail. Aí acaba-se por se preocupar mais com o prazo que com o próprio trabalho e a qualidade do mesmo. Isso aconteceu comigo, e agora estou naquele chamado efeito dominó...atrasei um, atrasarei os subsequentes...
Completamente frustrante!