Em primeiro lugar, quanto menos culto, esclarecido e capaz de pensamento autônomo, que o habilite para discernir entre a verdade e a mentira, entre o conhecimento e a sua instrumentalização política, tanto menos os cidadãos serão capazes de lhe desmascararem os sofismas.
Em segundo lugar, quanto maior a incultura, a desinstrução, a falta de escolas, o desdém pela leitura, a desmotivação dos professores, a indisciplina escolar, a repetência, o trabalho infantil, tanto maior será a reprodução e a manutenção do sistema.
Portanto, "convém "um povo tão fracamente instruído quão possível, para assegurar-se um público leitor proporcionalmente abundante na quantidade e crédulo na qualidade do seu convencimento. Por isto uma política educacional que engana aos incapazes de perceberem que são enganados e que os mantém no engano para mais e melhor os enganar.
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Um comentário:
Bela postagem.
Deve-se apostar na formação de cidadãos, no desenvolvimento, no processo, na compreensão e não, no produto, na memorização. Deve-se formar sujeitos para a vida e não somente para o vestibular. Isso inclui também a politização, a qual diz respeito à coletividade, que não quer dizer partidarização, pois essa diz respeito a uma parte.
Esse é um assunto fascinante!
Abraço
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