domingo, 3 de maio de 2009

O Problema Moral



A moral surge como um conjunto de leis que regulam a nossa conduta. Cada homem tem uma moral que lhe veio de fora, com a educação, isto é, com o fato de que o indivíduo pertence a uma sociedade, a uma comunidade histótica e social.
Através do debate realizado via fórum sobre o dilema do antropólogo francês, percebi que o problema moral não é um problema simples, nem como cega aceitação de regras de conduta que nos são fornecidas já prontas, nem como a afirmação de uma liberdade radical para estabelecermos, nós mesmos, sozinhos, os nossos valores e os nossos fins.

O problema moral na vida do homem é feito de contradições vividas, sempre renovadas, entre o que é proibido e o que é permitido e o senso de responsabilidade pessoal que define o sentido do agir humano, individual ou coletivo.
Outra questão que ficou bem evidente é que estamos sempre muito aptos a julgar o outro, segundo nosso próprio coeficente de valoração, atendendo, de uma maneira ou de outra, aos nossos interesses e necessidades.

sábado, 2 de maio de 2009

EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS



Muitos consideram que a deficiência tem um significado muito forte, carregado de valores morais, comtrapondo-se a "eficiente". Levaria a supor que a pessoa deficiente não é capaz; e, sendo assim, então é incompetente e sem inteligência. A ênfase recai no que falta, na limitação, no "defeito" gerando sentimento como desprezo, indiferença, chacota piedade ou pena.
No entanto, à medida que vamos conhecendo uma pessoa com deficiência, e convivendo com ela, constatamos que ela não é incapaz. Pode ter dificuldades para realizar algumas dificuldades mas, por outro lado, em geral tem extrema habilidade em outras. Exatamente como todos nós. Todos nós temos habilidades e talentos característicos; nas crianças com deficiência, essas manifestações são apenas mais visíveis e mais acentuadas. Diante disso, ao usarmos o termo 'deficiente', temos que ter em mente que estamos nos referindo, em primeiro lugar , a uma pessoa, um ser humano, que possui entre suas características uma deficiência mental, física (ou de locomoção), auditiva ou visual.

LEI Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003.



Altera a lei nº 9.394, de 20 de dezmbro de 19996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro- Brasileira', e dá outras providências.
O Presidente da República faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art.1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A e 79-B:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1º O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da Africa e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

§ 2º Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de literatura e História Brasileiras.
"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como 'Dia Nacional da Consciência Negra'."
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Achei interssante colocar essa Lei no meu portifólio, porque como educadora, sei que a educação constitui-se como um dos principais mecanismos de transformação de um povo e é papel da escola de forma democrática e comprometida com a promoção do ser humano na sua integralidade, estimular a formação de valores, hábitos e comportamentos que respeitem as diferenças.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

INTIMIDADE: PRÓS E CONTRAS

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor mingüa, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.
Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.
O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. Sedução x segurança: que vença o melhor.
Martha medeiros

Nas palavras de Gadotti:

Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro.
Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente.
Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente a determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. (1994, p.579)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

" A culpa é do Fidel"




Neste fim de semana assisti o filme "A culpa é do Fidel" e estou recomendando-o aos visitantes do meu portfólio.

O filme fala sobre os efeitos das práticas políticas-ideológicas na organização da cultura familiar, tratando especialmente do universo infantil e seu específico modo de apreensão/construção da realidade.
O que mais impressiona no filme é a explícita proposta de mostrar as passagens que cravam inexoravelmente a vida de Anna, uma menina de 9 anos que se depara com um mundo adulto conturbado e até confuso - tantas são as mensagens contraditórias, opostas, excludentes entre si. Os afiados diálogos que perpassam todas as cenas visam dar conta das conturbações próprias da existência de menina sem esquecer do meio onde elas ocorrem e se constroem (escola/família), sem negar os atravessamentos que a história pessoal recebe positivamente da história cultural-política.

domingo, 12 de outubro de 2008

A Função da Escola

Ao longo da história, a escola tem exercido uma função social básica de transmissão de saber sistematizado. As formas de transmissão variam de sociedade para sociedade e ao longo do tempo em cada uma delas. No Brasil de hoje, assim como em muitos outros países democráticos, a função da escola básica de transmitir o saber sistematizado não é um fim em si mesmo, mais um "meio para atingir a finalidade de desenvolver o educando de maneira plena, de preparar-lhe para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores" (LDB, art. 22). Está claro, todavia, que tais finalidades não se alcançam sem o trabalho com o saber sistematizado, expresso na organização do currículo de cada escola. A formação básica do educando se faz a partir dos conteúdos estudados e compreendidos. Ou seja: na escola básica, como em qualquer outro nível de ensino, forma (formação) e conteúdo vão juntos.